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Vício em álcool e drogas podem ser combatidos com hormônios da fome

A novidade está deixando os especialistas animados com as possibilidades.

Vício em álcool e drogas podem ser combatidos com hormônios da fome
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O corpo humano é formado por inúmeros hormônios e alguns destes são responsáveis por disparar a sensação de fome, fazendo com que o cérebro entenda que está na hora da alimentação.

Os cientistas conseguiram descobrir que estes mesmos hormônios podem ser muito úteis na luta contra o vício nas drogas e também em álcool.

Os especialistas responsáveis por esta teoria se reuniram esta semana no encontro anual da Sociedade para o Estudo do Comportamento Ingestivo, que visa entender um pouco mais a ingestão de alimentos e líquidos.

Descoberta pode acabar com o vício

Os cientistas estão observando já há algum tempo os hormônios liberados no estômago e também no intestino, para que seja entendida a questão do excesso de comida com a obesidade.

E com isso, eles acabaram descobrindo que as substâncias ainda são responsáveis por alguns tipos de vício. Os especialistas ficaram otimistas com o possível progresso na luta contra a dependência.

De acordo com Mitchell Roitman, da Universidade de Illinois-Chicago, nos Estados Unidos, que é neurocientista, os “hormônios da ‘fome’ atuam no cérebro para modular a sinalização da dopamina, que controla as decisões na busca por recompensas”.

Esta conclusão mostra que o cérebro, dependendo do estado de fome ou sede podem ser identificados como recompensa ou não.

Ligação do vício de drogas com os hormônios da fome

Cocaína e álcool atuam nos mesmos circuitos de dopamina no cérebro humano, o que foi primordial para que os cientistas entender que os hormônios intestinais podem transformar os efeitos de recompensa para menos, como é feito com a comida.

O estômago é responsável pela grelina, o que poderia ajudar na influência do valor do álcool para o cérebro.

A grelina é a responsável por promover a vontade de tomar álcool nas pessoas que possuem problemas com o alcoolismo. Existe um hormônio chamado GLP-1  amilina, que são liberados pelo intestino após a refeição, dando o sentimento de satisfação.

O estudo é para que estes hormônios sejam liberados em maior quantidade para reduzir os efeitos recompensadores.

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