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Sonolência durante o dia pode ter ligação com Alzheimer

Sono interrompido pode gerar acúmulo de proteína amilóide no cérebro e levar a pré-disposição a idosos terem a doença.

Sonolência durante o dia pode ter ligação com Alzheimer
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Um estudo publicado no início de março deste ano pela revista científica Jama Neurology, mostrou relações entre os períodos de sonolência durante o dia e uma grande quantidade da proteína beta-amilóide em pessoas mais velhas, que podem ser associadas ao desenvolvimento de Alzheimer.

Uma avaliação sobre envelhecimento com mais de 200 pessoas entre homens e mulheres acima dos 70 anos realizado na Clínica Mayo nos Estados Unidos, incluiu idosos que não possuíam nenhum tipo de demência e que responderam perguntas a respeito dos seus costumes em relação ao processo do sono.

Além dos questionamentos, eles também passaram por exames de digitalização do cérebro onde foi possível verificar a presença acumulada de proteína amilóide. Essa concentração de beta-amilóide esteve mais evidente em um grupo de idosos que mencionaram ter sonolência diurna.

A relevância da associação do aumento da proteína em pessoas com sonolência ao longo do dia, porém de forma interrompida, se mostra expressiva e sugere que homens e mulheres nestas situações podem ser mais vulneráveis as alterações que o Alzheimer pode apresentar.

Relevância para estudos do Alzheimer

A literatura médica afirma que o envelhecimento está normalmente associado à sonolência diurna, e isso está ligado a diminuição cognitiva nos idosos, isso significa que é natural a perda de memória ao passar dos anos.

No entanto, o artigo científico que originalmente se chama “Associação de sonolência diurna excessiva com acumulação longitudinal de β-amilóide em pessoas idosas sem demência”, afirma que mais estudos são necessários para esclarecer se momentos de sono vespertino excessivo podem ser considerados um registro clínico para o Alzheimer.

Com a divulgação deste estudo e mais contribuições de pesquisas na área, pode-se futuramente identificar e tratar o distúrbio do acúmulo da proteína amilóide de forma mais precisa e precoce.

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