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Saúde no Rio: atendimento em UPA chega a 7 horas de espera

Salários atrasados e restrição de medicamentos se estendem a outra UPA´s do Estado.

Saúde no Rio: atendimento em UPA chega a 7 horas de espera
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Todo Estado do Rio de Janeiro pede socorro e no sistema de saúde a situação em algumas regiões se agravam como o que ocorreu na semana passada, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro de Copacabana, zona sul do Rio.

Cidadãos que precisavam dos serviços prestados pela UPA, esperaram por sete horas para serem atendidos, conforme informações dos próprios funcionários que trabalham na unidade de saúde.

Porém, a dificuldade não ocorreu apenas uma vez. Na sexta-feira da mesma semana, a reportagem do UOL retornou a unidade e se deparou com pacientes que aguardavam a mais de cinco horas por atendimento.

A Organização Social Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, responsável pela UPA afirma que o Estado possui uma dívida de R$65 milhões, porém o governo estadual nega a afirmação.

Crise antiga

Os salários dos funcionários das unidades de saúde estão desde 2016 recebendo salários em atraso. Com essa situação, menos profissionais do que seria o necessário para agilizar o atendimento acaba refletindo no tempo de espera e os médicos acabam sobrecarregados.

Os profissionais da unidade de Copacabana relataram que há falta de medicamentos e que a equipe estaria trabalhando de forma reduzida. Um médico que atua nesta UPA e que não quis ser identificado, disse que mesmo materiais básicos de atendimento estão em falta.

Ainda segundo o médico, os profissionais tiveram acesso à uma “circular” que restringia o uso de alguns medicamentos como benzetacil. O documento afirmava que o remédio deveria ser oferecido apenas em casos de sífilis. O benzetacil pode também ser aplicado para casos de amigdalite.

Com a precariedade de condições, as unidades da Tijuca, na zona norte do Rio, e Jacarepaguá, na zona oeste tiveram que parar parcialmente seus atendimentos. Apenas pacientes em situação grave de saúde são atendidos.

Segundo uma nota a Secretaria do Estado de Saúde notificou a OS para a quitar os salários em atraso e estuda medidas jurídicas contra a HMTJ e que os atendimentos sejam retomados de forma integral.

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