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Rivotril e semelhantes matam mais que cocaína e heroína

Uma droga tão potente ainda é usada sem prescrição médica por pessoas Brasil a fora.

Rivotril e semelhantes matam mais que cocaína e heroína
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Rivotril é o nome fantasia e popular do composto químico Clonazepam, usado para tratar de ansiedade e distúrbios do sono.

Pertencente a uma classe de drogas intituladas benzodiazepinas, o Rivotril passou por uma série de estudos realizados em Vancouver, no Canadá após ser associado a taxas de mortalidade mais altas que drogas ilegais como a cocaína e a heroína.

Os profissionais da área da saúde estão ligando os seus sinais de alerta em relação ao risco de morte associado ao uso de drogas psiquiátricas, isso foi destacado nos estudos canadenses publicados em julho de 2017.

Os chamados “tranquilizantes” baseados na benzodiazepina podem reduzir a capacidade do corpo para respirar. Além do Rivotril, remédios como o Xanax e Valium também são incluídos.

Rivotril causando mortes e hepatite c

A taxa de mortalidade é de quase 20%, 1,86 vezes maior entre os usuários de Rivotril e semelhantes que em pessoas que não usavam.

No estudo, 2.802 pessoas que usaram drogas entre 1996 e 2013 foram pesquisadas. Os participantes eram entrevistados de seis em seis meses durante cinco anos e meio. Ao final do estudo, 527 dos 2.802 haviam morrido.

Mesmo após isolar outros fatores que poderiam influenciar na morte dos estudados (outras drogas, infecções e comportamentos de alto risco), a taxa de mortalidade permaneceu alta.

Em outro estudo, foi examinada a ligação entre o uso deste remédio e a infecção por hepatite C. Dos 2.802 estudados, 440 indivíduos que não tinham a doença, 158 relataram usar benzodiazepínicos e 142 contraíram durante o curso do estudo.

O médico responsável pelo estudo, Dr. Ahamad falou sobre o estudo: “O mais interessante sobre isso é que se trata de um medicamento de prescrição, e as pessoas pensam que estão seguras. Mas, como se vê, provavelmente estamos prescrevendo essas drogas de uma forma nociva”.

Nos Estados Unidos houve um quádruplo aumento nas mortes ligadas ao uso da substância entre os anos de 1999 e 2014.

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