O Jornal da Saúde é um site de portal de notícias online com o objetivo de trazer assuntos relacionados sobre saúde e bem estar.

O consumo de antibióticos pode aumentar até 200% em 2030

Um novo estudo examinou as tendências do uso de antibióticos em 76 países entre 2000 e 2015.

O consumo de antibióticos pode aumentar até 200% em 2030
5 (100%) 1 voto Gostou Do Artigo?Deixe Seu Voto

A resistência aos antibióticos é uma grande ameaça à saúde pública global. Uma nova pesquisa conduzida pelo Centro de Dinâmica de Doenças, Economia e Política (CDDEP, na sigla em inglês), com sede em Washington, analisou as tendências globais de seu uso entre 2000 e 2015.

Segundo os autores deste estudo, publicado hoje na revista PNAS , “o conhecimento de padrões de consumo de antibióticos pode orientar políticas destinadas a minimizar a resistência”.

Cientistas de instituições como a Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, a Universidade de Baltimore ou a Universidade de Antuérpia, na Bélgica, usaram dados de vendas de medicamentos para estudar o uso de antibióticos em 76 países nesses 15 anos.

A avaliação mais completa dos dados globais até o momento revela que as doses diárias definidas uma medida padrão para o consumo de antibióticos aumentaram em 65%, de 21.100 milhões para 34.800 milhões.

Os especialistas também projetaram o consumo global total de antibióticos até 2030. Segundo os autores, com a continuação das tendências atuais, espera-se que seu uso aumente em até 200%.

“Quando a resistência aos antibióticos surge em um lugar, rapidamente se espalha para outras partes do mundo”, diz Ramanan Laxminarayan, diretor do CDDEP e principal autor do estudo. “Por isso, o relatório enfatiza a necessidade de uma vigilância global coerente da resistência e políticas para reduzir seu uso desnecessário”.

Para os pesquisadores, embora seja fundamental reduzir o consumo de antibióticos, também é necessário promover e ampliar seu acesso em países de baixa renda, uma vez que esses territórios sofrem as maiores taxas de adoecimento e morte por doenças infecciosas.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.