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Novo órgão pode ajudar a entender metástase em tecidos

Considerado um novo órgão do corpo humano, o interstício é um tecido conjuntivo que liga várias partes do corpo como os sistemas digestivo e urinário.

Novo órgão pode ajudar a entender metástase em tecidos
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Quando se trata de ciência, a todo momento podemos ser surpreendidos. Recentemente uma inesperada notícia se deu com a divulgação de que, cientistas americanos teriam descoberto um novo órgão no corpo humano conforme artigo divulgado pela revista Scientific Reports no último dia (27).

A descoberta foi feita por acaso, quando dois endoscopistas buscavam vestígios de um câncer biliar em um paciente. E foi durante o processo clínico que os profissionais encontraram cavidades que eram desconhecidas até então.

Em uma análise mais aprofundada da estrutura, os médicos perceberam que o interstício sempre esteve presente, mas ainda não havia conhecimento de sua disposição no corpo humano.

Isso só foi possível quando o exame em seu processo tradicional de preparação de amostras, teria sido substituído por uma técnica de análise por imagem onde foi possível verificar melhor a cavidade e avaliar os tecidos vivos.

Benefícios da descoberta

Antes da descoberta, a histologia acreditava que as camadas de tecido eram densas, como uma barreira de colágeno, mas a revelação mostra que ao contrário de uma “parede” o interstício possui uma série de interligações cheias de líquidos.

A revelação do interstício pode colocar o órgão como sendo o maior do corpo humano, assim como a pele.

Mas as descobertas não pararam por aí. Especialistas acreditam que os espaços aparentes do tecido e que são cheios de fluidos, podem servir como amortecedores, evitando que os demais tecidos do corpo se deteriorem com a sua função diária.

E tem mais, o estudo que resultou na descoberta do “novo órgão” pode explicar por que as metástases que invadem esta camada de tecido se espalham para nódulos linfáticos.

A oficialização do interstício só deve chegar às terminologias clínicas e fazer parte de uma revisão da literatura científica após mais testes de outros cientistas.

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