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Hemorragia estomacal de Maradona dificilmente está associada à bariátrica, segundo os médicos

O que pode normalmente ocorrer, segundo o cirurgião, é uma úlcera bem acima dos pontos.

Hemorragia estomacal de Maradona dificilmente está associada à bariátrica, segundo os médicos
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O argentino Diego Maradona, ex-jogador de futebol e atual técnico do time mexicano Dorados de Sinaloa, foi internado nessa última sexta-feira (4), em Buenos Aires, depois de uma checagem médica que diagnosticou uma hemorragia estomacal sem gravidade.

O problema foi diagnosticado após a realização de alguns exames de rotina no momento da prorrogação de seu contrato com a equipe mexicana, e o diagnóstico acabou levando o treinador a ser hospitalizado e submetido a uma endoscopia.

Embora ele tenha recebido alta no mesmo dia, algumas fontes constatam que a hemorragia está associada à cirurgia bariátrica realizada pelo ex-jogador em 2015.

Mas será que uma cirurgia realizada há mais de três anos ainda pode ocasionar problemas?

Para que ninguém fique alarmado em relação esses tipos de procedimentos, os especialistas afirmam que a hemorragia interna de Maradona está dificilmente associada à cirurgia bariátrica que ele fez há três anos.

De acordo com o especialista Cláudio Mottin, cirurgião e também chefe do serviço de cirurgia bariátrica e metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS, é bem difícil que os pontos cirúrgicos de uma bariátrica possam causar uma hemorragia muito tempo depois que o procedimento foi realizado.

Geralmente isso ocorre logo após, ou pouco tempo após a cirurgia, no máximo em até 15 dias.

O que pode normalmente ocorrer, segundo o cirurgião, é uma úlcera bem acima dos pontos. Porém, o mais provável é que esse problema atual não esteja associado ao procedimento cirúrgico realizado em 2015.

“No entanto, como é conhecido que Maradona tem uma artrose no joelho bem desenvolvida, é provável que ele trate o problema com anti-inflamatórios, que podem causar feridas estomacais, como úlceras e sangramentos”, afirma o cirurgião.

Jacqueline Rizzolli, médica do departamento de cirurgia bariátrica da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), concorda com Mottin.

Isso porque de acordo com os especialistas, alguns medicamentos, como os anti-inflamatórios e os antibióticos podem ocasionar ferimentos na parede estomacal, e as pessoas que passaram por procedimentos bariátricos devem usá-los com algum medicamento que possa proteger o estômago.

E os médicos alertam também que mesmo aqueles que não realizaram a bariátrica devem tomar bastante cuidado ao consumir esses medicamentos por tempo prolongado.

Defasagem de vitaminas pode agravar a situação

Cirurgias bariátricas podem resultar em deficiências nutricionais para algumas pessoas, principalmente de minerais, como o zinco, o cobre, bem como as vitaminas do complexo B e K.

Em relação à última, a vitamina K está associada à coagulação sanguínea, e a falta dessa substância pode piorar o sangramento.

Não se sabe, por certo, se é o caso de Maradona. Entretanto, se ele seguir o acompanhamento médico de maneira regular, o problema será detectado mais rapidamente. 

A hemorragia de Maradona foi sem gravidade e resolvida de maneira simples

Lembrando que a hemorragia de Maradona foi diagnosticada através de um exame de rotina e não houve a necessidade de uma internação, o que tudo indicada que essa hemorragia foi pequena.

Segundo Motin, esses problemas geralmente são solucionados até mesmo durante a endoscopia.

Felizmente, Maradona passa bem e nenhum problema a mais foi diagnosticado pelos médicos.

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