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Estímulo multissensorial torna games ferramentas de apoio ao tratamento infantil, destaca especialista

fonoaudióloga e psicopedagoga Renata Jardini explica que o cérebro reage positivamente a este tipo de plataforma. Através de recursos visuais e sonoros, jogos estimulam o córtex frontal, responsável pela concentração e aprendizagem.

Estímulo multissensorial torna games ferramentas de apoio ao tratamento infantil, destaca especialista
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Maior consumidor de games na América Latina e terceiro no mundo, de acordo com a Newzoo, o Brasil se rendeu a esta tecnologia. Mais do que entretenimento, o mercado também tem avançado no que diz respeito à saúde e educação. Isso porque, quando desenvolvidos para este fim, auxiliam no desenvolvimento infantil.

É o que destaca a fonoaudióloga e psicopedagoga Renata Jardini, criadora do Método das Boquinhas. A especialista firmou recentemente uma parceria com a edtech Playmove, que dissemina na mesa digital PlayTable jogos para alfabetização criados a partir da metodologia. Mais de mil escolas no país já usam o produto, que traz centenas de jogos voltados para educação e saúde.

“Os games trazem inúmeros benefícios. As crianças se motivam muito com a tecnologia, por conta da interatividade e do apelo visual, além dos sons. Isso mexe com o cérebro de uma maneira positiva, com estímulo multissensorial e maior poder de concentração. A parte frontal do cérebro acaba ficando mais ativa com esse tipo de recurso”, destaca.

Renata comenta que com o uso de games durante o tratamento fonoaudiológico a aceitação por parte das crianças é maior. “Existe um caráter lúdico e uma quebra daquela visão de que a criança está sendo avaliada. Além disso o jogo é desafiador, auto motivável, deixa o trabalho muito mais prazeroso, transforma a rotina do tratamento, traz leveza. Obviamente deve existir a mediação do adulto na condução dos games. Eles devem estar inseridos dentro do planejamento de atividades, ser um recurso a mais na rotina dos pacientes”, aconselha.

Erros e acertos fazem parte do uso de jogos
De acordo com a especialista, algumas questões são fundamentais para garantir a assertividade dos games na rotina dos consultórios. “Sempre haverá a necessidade de mediação do profissional e a escolha do jogo de acordo com a necessidade de cada paciente. A dica é optar sempre por plataformas pensadas para esse tipo de situação. A PlayTable é um bom exemplo, porque são diversas opções que estimulam a aprendizagem, seja motora ou psíquica”, indica.

Para a fonoaudióloga o maior benefício desse tipo de artifício é fazer com que a criança tenha a concentração estimulada pelos recursos visuais, além do desenvolvimento assertivo quando há a aplicação correta dos jogos. Já uma das dificuldades que ela destaca é a falta de preparo em relação a este tipo de tecnologia. “Há ainda um receio no uso de novidades, seja na escola ou no consultório. Mas precisamos entender que as crianças já nascem em um cenário com diversos recursos digitais, muitas já utilizam tablets e outros equipamentos em casa. Achar que não é necessário atualizar a abordagem é um equívoco, porque acaba distanciando a atenção dos pequenos”, conclui.

Sobre a PlayTable
Desenvolvida para aliar tecnologia, educação e diversão, a PlayTable é uma mesa digital, interativa e multidisciplinar que pode ser utilizada por crianças a partir dos três anos de idade. Os jogos são criados com base nas matrizes curriculares e desenvolvem habilidades cognitivas e de coordenação motora, além de conteúdos como alfabetização, matemática, ciências, artes, história, entre outros.
A estrutura é segura e simples, o que permite que as próprias crianças façam o uso do equipamento sem a necessidade da intervenção de adultos. Graças à tecnologia empregada no produto, ele é recomendado para utilização em programas de inclusão com crianças com dificuldades psíquicas e motoras.

Sobre a Playmove
Criada em 2013 em Blumenau (SC), a startup Playmove nasceu a partir da união de dois empreendedores das áreas de tecnologia e brinquedos educativos. O negócio deu origem a primeira mesa digital com jogos educativos do Brasil, a PlayTable. Foram três anos de pesquisa até que o dispositivo chegasse ao mercado. Em 2016 a startup recebeu menção honrosa na categoria Negócio de Impacto Social do Prêmio Empreendedor de Sucesso, entre outros prêmios ao longo da sua história.

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