O Jornal da Saúde é um site de portal de notícias online com o objetivo de trazer assuntos relacionados sobre saúde e bem estar.

Diagnóstico de zika e dengue são feitos por exame inovador

Novidade pode revolucionar medicina: diagnóstico sem uso de equipamentos de laboratório!

Diagnóstico de zika e dengue são feitos por exame inovador
4.7 (93.33%) 3 votos Gostou Do Artigo?Deixe Seu Voto

Para que o diagnóstico aconteça de forma eficaz, a detecção dos vírus dengue e zika precisa ser encontrado diretamente nas amostras dos pacientes.

Com estas amostras, o diagnóstico pode ser feito sem a necessidade de preparação ou de equipamentos de laboratório. Esta técnica revolucionária foi criada após a união de pesquisadores brasileiros e norte-americanos.

O sistema vem sendo chamado de Sherlock, por buscar o vírus de forma eficiente. A descoberta estampou a capa da revista Science da semana.

Além de lembrar o nome do famoso detetive, Sherlock é uma abreviação em inglês para o nome do sistema: Desbloqueio Enzimático Específico de Alta Sensibilidade.

Esta é uma plataforma perfeita para diagnósticos que tem como principal função a detecção de ácidos nucleicos, ou RNA e DNA em vários tipos de amostras.

A pesquisa acontece de forma muito específica, indo por meio da reação enzimática, que pode ser feito em um tubo de ensaio ou em tiras de papel. A detecção acontece mesmo longe de um laboratório.

Cientistas criam detector revolucionários para vírus

Para conseguirem chegar a tal resultado, os pesquisadores adaptaram a enzima CRISPR-Cas13, que reconhece ácidos nucleicos.

Além disso, foram adicionadas moléculas-repórter, que conseguem indicar a presença de um alvo genético, como o vírus da zika.

Para receberem o diagnóstico de forma tradicional, os pacientes precisam ter ácios nucleicos extraídos e isolados, o que necessita de uma verdadeira infraestrutura para a sua realização.

Além disso, era necessário o pessoal com conhecimento nos aparelhos laboratoriais, o que fazia do diagnóstico moroso e caro, complicado também para a realização em áreas isoladas, como no campo.

Com o novo método, ocorre um barateamento do processo. A técnica criada se chama Hudson (abreviação para Aquecendo Amostras Diagnósticas não Extraídas para Obliterar Nucleases), tratamento químico e térmico que serve para ser usado nas amostras.

Com isso, enzimas são inativadas, principalmente para que os alvos genéticos não sejam degradados.

A técnica foi desenvolvida pelo Instituto Broad, que tem vínculo com o MIT e a Harvard. A técnica foi validada pelos cientistas com amostras de pacientes do Brasil.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.