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Depressão não tratada pode ser mais grave que Alzheimer e Parkison

Pesquisa revela que existem características cerebrais em pessoas com depressão parecidas com as encontradas em doentes com Alzheimer.

Depressão não tratada pode ser mais grave que Alzheimer e Parkison
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Estudos sobre a depressão tiveram início no século passado, porém até o momento não foi encontrado nenhuma cura para amenizar o sofrimento de quem é afetado pela doença. A depressão é um transtorno mental que caracteriza a perda de interesse em realizar atividades comuns do dia a dia.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), até o ano de 2020, a depressão será a causa da morte de milhares de pessoas, ficando atrás apenas das doenças cardíacas.

Um levantamento divulgado pela revista The Lancet Psychiatry, mostrou que indivíduos que são acometidos pela depressão por um período de dez anos tem a estrutura de seu cérebro alterados de forma negativa.

Previamente os mesmos cientistas deste estudo haviam se deparado com uma relação entre uma inflamação cerebral e a depressão. O desenrolar do estudo ocasionou uma mudança no entendimento as novas possibilidade de tratamentos para da doença. Os resultados mostram que a cada dia, a depressão não está apenas ligada a um distúrbio biológico que traz problemas imediatos, mas também com o tempo, há uma alteração no cérebro de uma forma que os tratamentos disponibilizados para tratar a doença são impotentes.

Como foi realizado o estudo

O estudo está em sua fase inicial e contou com 80 pessoas, onde: 25 tinham depressão que não tratada a mais de uma década; 25 tinham a doença a menos de 10 anos, e 30 nunca receberam o diagnóstico da doença. Todos fizeram uma tomografia com o objetivo de encontrar uma proteína específica que só é concebida quando existe uma inflamação no cérebro em resposta a alguma outra doença ou lesão.

Esta inflamação em quantidades maiores podem causar problemas no coração e doenças degenerativas cerebrais, como é o caso do Alzheimer e do Parkinson. E durante este estudo foi possível encontrar essa proteína em um grande grau distribuído por várias partes do cérebro no grupo que tinha a depressão por mais por mais de dez anos.

Mesmo com estar informações relevantes o estudo ainda precisa ser mais aprofundado com mais grupos de pessoas que tenham sido diagnosticadas com depressão, assim será possível confirmar que a depressão tem semelhanças com o Alzheimer e novas rotinas de tratamento sejam desenvolvidas.

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