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Colírio inventado por cientistas corrige córnea e substitui óculos

Um experimento feito por cientistas israelenses conseguiu "consertar" olhos de porcos com miopia.

Colírio inventado por cientistas corrige córnea e substitui óculos
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Parece que o futuro realmente está chegando. Um colírio capaz de substituir os óculos de grau parece até coisa de ficção científica, mas já é realidade.

Uma equipe de oftalmologistas e cientistas israelenses conseguiram desenvolver o líquido que é capaz de reparar as córneas e melhorar até dois graus de miopia e hipermetropia.

A substância ainda está em fase experimental e foi testada apenas em porcos por enquanto.

A pesquisa realizada pelo Centro Médico Shaare Zedek em parceria com o Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados da Universidade Bar-Ilan, em Israel, foi apresentada no último congresso da Sociedade Européia de Cirurgia Refrativa, que aconteceu em Portugal no ano passado, ainda não houve publicação do experimento em revistas de ciência especializadas.

Uma das dúvidas presentes nos profissionais da área é sobre o tempo dos efeitos do colírio e com qual frequência seria necessária a reaplicação dele.

Os possíveis efeitos colaterais também são preocupação, principalmente por se tratar dos olhos, áreas muito sensíveis do corpo humano.

Detalhes sobre o colírio inventado pelos israelenses

O colírio conta com nanopartículas hiper-reflexivas encapsuladas de 0,58 nanômetros, elas são colocadas sobre as camadas mais superficiais do globo ocular, conseguindo mudar seu grau.

Líder da pesquisa, o oftalmologista David Smadja afirmou que não foi observada qualquer mudança na curvatura da córnea dos porcos, o que é feito hoje com o laser.

Os testes clínicos em humanos devem começar ainda em 2018 e em caso de sucesso, a expectativa é que seja reduzida ou até eliminada a necessidade do uso de óculos.

Vale frisar que a nanotecnologia já foi usada anteriormente para tratar de problemas oculares. Aqui no Brasil, por exemplo, existem estudos que utilizam as nanopartículas como substitutas de antibióticos para doenças ligadas aos olhos humanos.

“Uma das vantagens é que não dependeria de o paciente cumprir o horário de colocar o colírio. As nanopartículas seriam injetadas na superfície ocular já no hospital”, diz o oftalmologista Paulo Dantas, especialista em córnea e membro do Conselho de Oftalmologia Brasileiro (COB).

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