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Autismo: transplante de fezes reduz sintomas

Pesquisadores revelam que os sintomas reduzem mesmo após anos do procedimento.

Autismo: transplante de fezes reduz sintomas
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A saúde do corpo humano tem grandes aliados: as bactérias do intestino. Elas desempenham papel importante no organismo e, além disso, influenciam de forma muito considerável no comportamento dos pacientes.

De acordo com estudo dos cientistas da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, existem evidências de que sintomas do autismo podem ter ligação com bactérias intestinais.

O motivo para que esta teoria fosse levantada é que já existem estudos antigos de que a microbiota pode interferir em sintomas comportamentais ligados ao autismo.

De acordo com os estudos mais antigos, a introdução de bactérias específicas no sistema intestinal humano por meio de um transplante de fezes pode interferir nos sintomas.

Contudo, o estudo atual conseguiu mostrar resultados positivos de longa duração para estes problema de saúde. Após anos, ainda existiria o efeito por conta do transplante fecal, tornando o paciente mais resistente aos sintomas.

Luta contra o autismo ganha nova pesquisa

O estudo foi publicado em 2017 na revista periódica Microbiome, onde os pesquisadores estudaram o intestino de 18 crianças que possuíam problemas gastrointestinais e autismo.

Também foram estudadas crianças de um grupo sem autismo. Após isso, foram realizados os transplantes fecais nas crianças e os resultados foram verificados.

Após oito semanas do transplante, as crianças autistas apresentaram melhorias nos sintomas de comportamento e no trato gastrointestinal.

De acordo com Ann Gregory, a autora responsável pela pesquisa, o autismo é aliado a problemas gastrointestinais graves e por isso foi notado que poderia existir uma ligação entre um problema e outro. “Após o tratamento, encontramos uma mudança positiva nos sintomas gastrointestinais e neurológicos em geral.”

E os efeitos perduraram após cerca de dois, de acordo com pesquisadores em novidade publicada esta semana.

Segundo os cientistas, os problemas gastrointestinais permaneceram 60% melhores que anteriormente aos transplantes.

Este resultado demonstra que o corpo das crianças manteve as bactérias benéficas. Contudo, existe a necessidade de um estudo mais amplo, já que este número de crianças estudadas foi muito pequeno.

 

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