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AIDS: ONU classifica luta contra a doença como “precária”

Um problema sério de saúde, a AIDS não está recebendo a atenção necessária.

AIDS: ONU classifica luta contra a doença como “precária”
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Na última quarta-feira, a Organização das Naçõs Unidas afirmou que o ritmo de avanço das ações contra a AIDS não estão sendo correspondentes ao que é considerado necessário.

Em um relatório publicado pela Unaids, a agência da ONU responsável pelo combate da AIDS e do HIV, ficou claro que a situação não está nada boa. A luta está em uma “situação precária”.

De acordo com informação da Unaids, mesmo com o número de mortes reduzindo e com os índices de tratamento em aumento, os índices de novas infecções da doença estão sendo completamente ameaçadoras para manter um bom nível. Os esforços não estão sendo suficientes.

No relatório, a organização afirma que “o mundo está saindo dos trilhos”, confira um trecho: “As promessas feitas aos indivíduos mais vulneráveis da sociedade não estão sendo cumpridas. Há muito a se avançar na jornada para acabar com a epidemia da Aids. O tempo está acabando”.

Redução de mortos pela AIDS é animadora, mas aumento de novos infectados preocupa

De acordo com o relatório, as estimativas atuais é que 21,7 milhões das 37 milhões de pessoas que convivem com o HIV passaram por tratamento em 2017. Em 2007, este número era 5,5% menor.

Este aumento considerado rápido ajudou a diminuir o número de vítimas mortais da doença entre os anos de 2010 e 2017. Os números de mortes são os menores do século, menos de um milhão.

A crise, no entanto, é na prevenção. As populações de alto risco e vulnerável estão passando por uma crise de obtenção de financiamento contínuo.

Michel Sidibé, diretor-executivo da Unaids afirma que o sucesso no salvamento dos infectados não está nem um pouco parecido com a redução de novas infecções: As novas infecções de HIV não estão diminuindo com rapidez suficiente. Os serviços de prevenção de HIV não estão sendo supridos em escala adequada… e não estão alcançando as pessoas que mais precisam deles”, disse.

A infecção em crianças preocupa: “Estou perturbado com o fato de que, em 2017, 180 mil crianças foram infectadas com HIV, longe da meta geral de 2018 de eliminar novas infecções de HIV em crianças”, escreveu o diretor-executivo.

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